Paraty – o seu próximo destino imperdível

Paraty é uma cidade histórica que já fazia parte da minha “wish list” há muito tempo. Considerada Patrimônio Histórico Nacional, a cidade colonial foi se consolidando no início do século XVII, em meados dos anos 1600, quando “paratianos”, além dos índios guaianases, já se estabeleciam por lá.

Desde sua fundação, Paraty sofreu um grato isolamento territorial por conta da queda da extração e exportação do ouro e da abertura de novos caminhos na região; causando a preservação da estrutura urbana, arquitetura e cultura local até os dias de hoje.

Como a cidade sempre foi um importante centro comercial, as casas e sobrados em sua maioria tinham função mista, onde o pavimento térreo era destinado à armazéns e comércio, e o pavimento superior à moradia.

O planejamento urbano de Paraty é composto por em ruas sinuosas com o intuito de otimizar a incidência solar e a sombra entre as edificações, e ainda canalizar o vento para as áreas internas das casas. O código de obras atual também determina que todas as construções se mantenham alinhadas e com altura máxima padrão, conforme as normas estabelecidas desde 1828, e mantenham as fachadas caiadas de branco, a fim de valorizar o colorido das portas e janelas da cidade.

No início dos anos 80, com a abertura da BR 101, Paraty iniciou um novo ciclo econômico, promovendo o turismo através da sua riqueza histórica, arquitetônica e paisagística.

O centro histórico é o principal ponto turístico, considerado pela UNESCO como “o conjunto colonial mais harmonioso”. Entrando na cidade, você já se familiariza com as ruas chamadas “pé de moleque”, feitas com pedras irregulares para evitar que as tropas de mulas, cheia de preciosidades, atolassem em dias de chuva. A inclinação das vias também foi projetada para canalizar a água de modo que a maré alta, que invade a cidade, limpasse as ruas durante a época que não havia saneamento.

Durante o passeio você encontra a influência da maçonaria nas fachadas das casas e se encanta com um cenário típico do século 18. Não deixe de visitar o Porto, a Igreja Santa Rita, a Casa da Cultura, a Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios, a Praça Matriz e o Sobrado dos Bonecos. Para fazer compras, indico a Rua do Comércio e a Rua Abel Oliveira que oferece uma deliciosa feirinha de rua.

Igreja Santa Rita ao lado do Porto de Paraty.

Mas Paraty não é “apenas” uma cidade histórica encantadora. Sua baía é composta por mais ou menos 60 praias com paisagens selvagens, culinária e tradições caiçaras, além de cenários de tirar o fôlego. As praias são acessadas, em sua grande maioria, através de barcos, estes, com inúmeras opções de passeios que saem direto do porto de Paraty. Não deixem de conhecer a Lagoa Azul, Praia Vermelha, Praia da Lula, Praia da Conceição e Ilha da Preguiça, todas podendo ser visitadas em um mesmo dia com um barqueiro local, com duração de aproximadamente 5 horas. Para os arquitetos, a parada para admirar a famosa Casa Paraty do arquiteto Marcio Kogan é imperdível.

Você pode optar por fazer um passeio turístico com mais de 100 pessoas juntas ou um passeio privativo. Nós fizemos o passeio privativo com o barqueiro André. No meu instagram @marialcanedo, deixei gravado nos “destaques” o contato dele.

Porto de Paraty.

Pic-nic oferecido pelo hotel para fazermos em alto mar.

Maravilhosa Praia da Conceição.

Projeto do Márcio Kogan.

Paraty também é sede do evento literário mais importante da América Latina, a FLIP. Desde 2003, a Festa Literária Internacional de Paraty tornou-se uma vitrine da cultura brasileira para o mundo. Jornalistas, escritores, literários, colunistas e simpatizantes se reúnem para discutir sobre literatura, história, religião, meio ambiente e muito mais. Mas atenção, os ingressos das melhores palestras se esgotam em torno de dois dias após a abertura das vendas, motivo este pelo qual infelizmente não consegui participar desse grandioso evento este ano, mas tive a belíssima oportunidade de curtir o movimento “pré-flip” que vai se instalando na cidade.

A gastronomia de Paraty é outro fator que nos atrai na cidade. A culinária paratiense é tipicamente caiçara, com mistura de iguarias indígenas, portuguesas e um pouco de africanas. Me permito caracterizá-la como um esplendor de sabor brasileiro.

No instagram @marialcanedo você pode conferir um pouco mais do que foi essa viagem maravilhosa, através de fotografias que retratam a minha encantadora estima pela cidade.

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