O Poder do Hábito

Já estamos passando do meio do ano e na medida em que o tempo passa e a vida acontece, acabamos deixando de lado muitos desejos estipulados no começo do ano como “metas de ano novo”. Precisamos entender que para alcançar um objetivo, é necessário traçar uma estratégia e dedicar nosso tempo e esforço na direção correta.

Por mais que nossas decisões sejam tomadas com bastante consideração, há quem defenda que nosso comportamento é determinado pela criação dos hábitos ao longo da vida. As escolhas que fazemos, do que nos alimentamos, com que frequência praticamos exercícios físicos, a maneira como organizamos e executamos nossas tarefas profissionais e pessoais, e etc.

Os hábitos surgem, de acordo com os cientistas, como uma maneira do nosso cérebro poupar esforços. É o famoso “agir no modo automático”, onde nosso cérebro tenta transformar qualquer rotina e repetição em um hábito, para que nossas mentes desacelerem com mais frequência. Mas isso nem sempre é bom, pois no decorrer da vida podemos adquirir hábitos ruins que podem prejudicar nossa saúde, atrapalhar o nosso dia a dia e a realização das nossas metas.

No entanto, existem técnicas e pequenas estratégias, baseadas em estudos científicos, que permitem criar novos hábitos ou modificá-los de forma consciente.

De acordo com o livro “O Poder do Hábito” de Charles Duhigg, um hábito é criado a partir de uma deixa, um gatilho, um estímulo que manda nosso cérebro entrar no modo automático, algo que sempre fazemos antes da rotina, da atividade que estamos transformando em hábito. Pode ser um cheiro, uma lembrança, um determinado horário, e etc. A deixa é seguida pelo comportamento em si, que nos levará até uma recompensa. A recompensa é o resultado da atitude, pode ser uma emoção ou uma sensação. É o que desejamos que nos mantém felizes (ou arrependidos) por ter praticado aquele comportamento. Essa “fórmula” é chamada de loop do hábito.

Entendendo como funciona o nosso “loop do hábito” somos capazes de modificá-los identificando a rotina, experimentando novas recompensas e isolando a deixa. Por exemplo, se você tem um hábito ruim de comer fora de hora, um doce por exemplo, que te fez engordar e você quer parar. Mesmo sabendo que você não deve fazer aquilo, você ignora e o faz mesmo assim, mesmo se sentindo mal. E no dia seguinte o hábito se instaura de novo. O primeiro passo é identificar o comportamento que você quer mudar, depois a deixa e a recompensa que você sente ao praticá-lo. O segundo passo é experimentar novas recompensas para descobrir quais anseios estão movendo os seus hábitos. De repente, você descobre que a vontade de comer doce é apenas uma distração para fazer uma pausa no trabalho, e que ela pode ser facilmente substituída por uma fruta ou por um café, pois a recompensa em se distrair pausando o trabalho será a mesma.

Portanto, sempre que surgir aquela deixa, o gatilho, você poderá alterar o seu comportamento, substituindo por algo mais saudável, que te faça sentir a mesma recompensa. Mas isso não quer dizer que você terá sucesso de imediato. A mudança de hábito é algo que deve ser feita com planejamento e consistência, até que se tornem ações quase inevitáveis. Assim que perceber que os novos hábitos já acontecem de maneira automática, sem sacrifícios, você vai se sentir muito melhor e satisfeito em cumprir ou estar mais próximo da realização das suas metas e sonhos.

Até o simples ato de beber água pode ser tornado um hábito, com planejamento e coerência.

A maneira como trabalhamos está diretamente ligada aos nossos hábitos. Podendo ser bons a ponto de melhorá-los ou ruins a ponto de modificá-los.

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por Dieta e Caviar
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